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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

ESPERANÇA




Se eu chorei
pela ausência da morena,
crê, foi um problema!

Se eu chorei
pela falta da amada,
crê, foi uma pancada!

Meu pranto foi tanto
e não resolveu nada!
Não achei a antiga namorada!

Tu és uma pobre coitada
na mesma situação!
Vamos juntos atrás de solução!?

Tu és minha nova amiga,
que no meu teto se abriga,
ainda chora antigo caso,
que o vento levou por acaso!

Dê-me sua mão, vamos procurar
em outro lugar, a paz pro coração
cantando essa canção!

Cantemos este samba!
Coloquemos a tristeza na caçamba!
A tristeza é nosso lixo!
Coloquemos alegria no nosso nicho!

Crê minha companheira,
a felicidade existe! 
Se a tristeza persiste,
não fiques triste,
vamos em busca da alegria
e quando encontrá-la,
vamos abraçá-la
pelo resto de nossas vidas!
Nos alegraremos com a bonança!
Minha menina de trança,
esta é a nossa esperança!

Botucatu, 29/07/1970 - ORIGINAL
Foz do Iguaçu, 31/12/2013 - REEDITADO

Publicado no Recanto das Letras em 31/12/2013
http://www.recantodasletras.com.br/autores/nelmite

Publicado no www.delynerso.blogspot.com em 31/12/2013
http://www.delynerso.blogspot.com

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

DEUS É REFÚGIO




Hoje me achei perdido, no mundo da lua!
Estou sem identidade, estou sem cabeça!
Raciocínio não me dá trégua, não recua!
No jogo, a enxaqueca é única real peça!

Sem força, o escape único é a caverna!
Meu corpo e minha mente, fragmentos!
A mente traz pensamentos em baderna,
somente Deus ouve os meus lamentos!

Despedaçado, triste, doente e solitário!
Meu corpo trêmulo solta minha alma!
Luta interna, desconheço o adversário!

Aflição de vencer, remédio não acalma,
antes, converte-me em mero temerário!
O corpo nu, cubro o espírito com talma!

Queluz, 03/03/1973 (original)
Foz do Iguaçu, 11/11/2011 (corrigido)
Publicado no Recanto das Letras em 30/05/2013

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O TEMPO NÃO PASSA



Naquela única vez, das poucas vezes,
ficamos longe por três inteiros meses!
Você estava só, solteira, em Ilha Solteira,
e eu trabalhando numa cidade hospitaleira!

Estava treinando operadores em Queluz,
na subestação que cuida de força e luz!
Você nos preparativos do casamento
e eu, distante e triste, no maior tormento!

Os segundos pareciam minutos morosos!
Os minutos pareciam horas e horas longas!
As horas pareciam dias e dias vagarosos!

Os dias pareciam semanas samongas!
Semanas como meses bem dolorosos!
Mandei chefe para Tonga da Mironga!

P.S.: Só me mandaram de volta quando discuti com chefe!
         Chefes que não compreendem, merecem além de tabefe,
         que sejam mandados pra Tonga da Mironga do Kabuletê!
          Meses longe da amada, são anos que vem pra aborrecer! 

Foz do Iguaçu, 24/09/2012
Queluz, 12/02/1973
Publicado no Recanto das Letras em 28/09/2013

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

COLECIONADOR


 

Sou colecionador,
sonhador do amor,
guardo moedas,
poesias, pedras,
alegrias e quedas!

Dentro dos meus 22 anos,
coleciono os meus enganos,
desenganos, sonhos e planos!

Guardo moedas num cofre!
Guardo você num soneto,
numa rima e numa estrofe!

Eu te fotografo e prometo
retratá-la para a posteridade,
num retrato branco e preto!

O nosso amor é constante
e a todo instante é inconteste!

Você é muito importante,
é concernente à potestade,
minha outra metade celeste!

Votuporanga, 12/09/1971
Publicado no Recanto das Letras em 29/09/2013

sábado, 1 de setembro de 2012

PODES CRER - Reeditado em 31/12/2013 como ESPERANÇA - RL




Se eu chorei
pela ausência da morena,
podes crer, foi um problema!

Se eu chorei
pela falta da amada,
podes crer, foi uma pancada!

Meu pranto foi tanto
e não resolveu nada!
Não achei a antiga namorada!

Achei uma pobre coitada
na mesma situação,
vamos juntos atrás de solução!

Minha nova amiga,
que no meu teto se abriga,
ainda chora antigo caso,
que o vento levou por acaso!

Dê-me sua mão, vamos procurar
em outro lugar, a paz pro coração
cantando essa canção!

Podes crer minha companheira,
a felicidade existe! Se a tristeza persiste,
não fiques triste, vamos em busca da alegria
e quando encontrá-la, vamos abraçá-la
e pelo resto de nossas vidas!
Nos alegraremos, podes crer!

Botucatu, 29/07/1970

terça-feira, 21 de agosto de 2012

MEUS AIS




A festa acabou,
minha voz morreu,
e meu violão emudeceu
depois do seu adeus!

Tudo o que restou,
foi somente eu!

O céu em tom cinzento,
tornou-se tão triste
num só momento!

Pereceu a natureza,
tudo representa tristeza!

Passou-se um tempo,
outra festa chegou,
trazendo bom tempo!

Novo amor se aproxima
do meu coração,
e ainda por cima,
encontro a rima
para minha canção!

Agora, o céu brilha mais,
há mais conforto e paz,
há mais brilho no cais,
e em meu coração,
tudo representa amor,
tudo representa canção!
Deixei para trás
todos os meu ais!

Botucatu, 18/07/70
Publicado no Recanto das Letras em 26/12/2013

domingo, 19 de agosto de 2012

REI FALSO







Esse rei não teve coroação!
Esse rei não tem coração,
não tem e nunca teve razão,
pra fazer o mal que faz!
Dele já fui serviçal tecelão
e hoje já não sou mais!

Esse rei calou a minha voz,
já não me ouço, sem ser surdo!
Preso no calabouço do absurdo,
através de intriga, treta do algoz!

O rei censurou a minha e nossa fala,
já não me escuto, sem ser mouco!
Preso na camisa de força, de louco,
através de mentira veloz! Uma bala!

O rei está em cada um de nós,
vestido de vaidade, de ousadia,
de falsidade, mostrando sorriso
de má vontade e falsa alegria!

O rei assume a forma de sanhudo,     (feroz)
só pra fazer mal ao pretenso mudo,
que sofre de medo, de falar, agudo,
e cala a boca na mordaça do escudo!

O meu canto é meu sobretudo,
a todo mundo vou contar e cantar,
as proezas maléficas do rei rudo!      (rude)
O tirano ganha adrenalina ao judiar!

O rei incita combate na terra vizinha!
Batalha, seu trono...Guerra, sua rainha!
Sempre existe rei, nunca sentarei no trono!
O mau fará o mal, mesmo no sólio! Desabono!

Botucatu, 17/02/1970         (publicado)
Foz do Iguaçu, 25/05/2005 (corrigido e ampliado)

P.S.: sólio=trono. 
Publicado no Recanto das Letras em 23/06/2013

segunda-feira, 11 de junho de 2012

MARIA BELA, MORENA BONITA

 

Em cada "M",
mais gente se aventura
em te conhecer!
Em cada "B",
mais gente procura
em te ver!

O primeiro "M" é de Maria,
teu nome é alegria, é poesia!
Você é a musa completa!

O segundo "M" é de Morena,
teu nome é tema, é poema!
Você é a musa do poeta!

O primeiro "B" é de bela,
teu amor é rosa amarela!
Você é a flor do meu caminho risonho!

O segundo "B" é de bonita,
teu amor é la mia vita infinita!
Você é a flor favorita do meu sonho!

Seu perfume vive em mim!
Você é a flor do meu jardim!

Queluz, 14/02/1973 (Trabalhando na S/E da CESP, longe da Maria Wanderli)
Publicado no Recanto das Letras em 29/06/2013

quinta-feira, 26 de abril de 2012

DE SANTI e NENINHO

De Santi, bem magro, só tem osso
Estátua ambulante, um colosso!

Se a pessoa não tiver sorte
A sua revolta, não vale nada!
Na frente do esquadrão da morte,
Tiros, passeata, sangue na calçada!
Início da revolta da juventude!

Num tempo, não muito futuro, e infeliz
Enxergaremos a corrupção no nosso nariz!
Na rua estará uma manifestação verde-amarela,
Indignada com a situação do governo, em procela! 
Ninguém estará satisfeito com a roubalheira!
Hoje estamos insatisfeitos, imagine no futuro!
Ontem criamos coragem, hoje limpamos a sujeira!

Cerquilho, 23/03/1970
Publicado no Recanto das Letras em 09/08/2013

P.S:. Neninho faleceu logo após ser preso, na época da ditadura! A roubalheira, que pena, recrudesceu, acirrou, calheirou-se e sarneysou-se!

sexta-feira, 16 de março de 2012

LEI DO DIVÓRCIO

 
 

História da época da droga!
Estava em voga, andar à soga!
O passado, se passa agora!

A minha sogra é uma goga,
pesa tanto que afunda piroga,
mas um dia, ela ainda me paga!

Vou mudar, vou de outra regra,
vou mudar, jogar outra praga!
Que ela vire estátua de pedra!

Já estou ficando de saco cheio,
como ela é chata e ronca feio!

Ela não aconselha, dá palpites!
Pra empatar e ficarmos quites,
vou fazer petição de desquite,
pois no país é o melhor negócio,
pois de imediato não há divórcio!

Estamos no regime ditadura,
governo duro de linha dura,
governo do escreveu, não leu,
entra sim, no pau do cassetete,
mil novecentos e setenta e sete!
Geisel já era o atual presidente!

Nesta data soltei fogos com afinco,
foi promulgada a lei do divórcio
lei número seis cinco um cinco,
seis mil, quinhentos e quinze!

Então pratico outro negócio,
desquito, pratico o divórcio
e outro casório, consórcio,
casamento, conúbio, enlace,
himeneu, matrimônio e tálamo!

Nos dias atuais, não se engrace,
pois ainda nada mudamos!

Eu, o mundo e toda sogra,
pois se fosse o contrário,
nem Chico Anísio e nem Fábio Júnior
teriam se  casado tantas vezes!

No entanto, nada se modifica!
Não está tendo tanta desunião,
pois a união hoje é juntamento,
nem é, mais tanto, por casamento!

Torrinha, 26/08/1977 (Original)

História da época da droga!
Estava em voga, andar à soga!
O passado, se passa agora!

A minha sogra é uma goga,
pesa tanto que afunda piroga,
mas um dia, ela ainda me paga!

Vou mudar, vou de outra regra,
vou mudar, jogar outra praga!
Que ela vire estátua de pedra!

Já estou tendo o escroto cheio!
Sou maroto, liberdade meu anseio!
Ombro de estátua, pombo defeca feio!

Ela não aconselha, dá palpites!
Pra empatar e ficarmos quites,
vou fazer petição de desquite,
pois no país, é o melhor negócio,
pois de imediato não há divórcio!

Estamos no regime ditadura,
governo duro de linha dura,
governo do escreveu, não leu,
entra sim, no pau do cassetete,
mil novecentos e setenta e sete!
Geisel já era o atual presidente!

Nesta data soltei fogos com afinco,
foi promulgada a lei do divórcio
lei número seis cinco um cinco,
seis mil, quinhentos e quinze!

Então, pratico outro negócio,
desquito, pratico o divórcio
e outro casório, consórcio,
casamento, conúbio, enlace,
himeneu, matrimônio e tálamo!

Nos dias atuais, não se engrace,
pois ainda em nada mudamos!

Nem eu, nem o mundo e nem sogra
mudamos, pois se fosse o contrário,
nem Chico Anísio e nem Fábio Júnior
teriam se  casado tantas vezes!

No entanto, nada se modifica!
Não está tendo tanta desunião,
pois a união hoje é juntamento,

nem é, mais tanto, por casamento!


Foz do Iguaçu, 24/08/2013 (Modificado e Adaptado)

andar à soga=estar enamorado
piroga= canoa
goga=valentia, fama de brava

Publicado no Recanto das Letras em 24/08/2013

terça-feira, 13 de março de 2012

SÓ VOCÊ

 


Uma força, uma coragem,
uma viagem, uma imagem
que eu percebo ao ver você,
eu entro em devaneio,
tudo pra amar você,
só você!

Vou num sonho, vou risonho,
em nuvens que me ponho,
ao ver você sorrir pra mim.
Fico à sua disposição,
tudo pra amar você,
só você!


O que eu faço,
pra reduzir o espaço
entre mim e você,
faz diminuir meu cansaço,
tudo pra amar você,
só você!


Pra ter energia, num dia,
num ano, sem engano,
tento levar uma vida sadia,
sem beber, sem fumar,
tudo pra amar você,
só você!

Votuporanga, 21/04/1972
Publicado no Recanto das Letras em 26/08/2013

domingo, 11 de março de 2012

LUA, A NAMORADA




 


A manhã, alarde,
ilumina a paisagem, a imagem
da cidade que arde
ao meu redor!
A paz distante,
se faz tarde
e eu já sei de cor!

A dor covarde,
domina meu peito, com jeito,
com arte que arde
ao meu redor!
Se faz distante,
se faz tarde
e eu já sei de cor!

A saudade!
O sol que arde!
O amanhecer!
Vou viver na madrugada
pela rua, pela lua!
Minha única namorada, a lua!
Minha única morada, a rua!

Botucatu, 22/07/1970
Publicado no Recanto das Letras em 21/08/2013

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

PELÉ

 

    

Contem, contem mesmo, que ontem,
sentávamos no cimento pobre da arquibancada,
enquanto o rico, se bancava, sentado na numerada!

Tanto da geral, como da numerada, ambos pagantes
vimos num raro momento, uma jogada triunfante,
um drible, um chute que terminou num gol do Pelé!

Nesse dado instante, nada mais, nada menos,
um murro no ar! Grito em uníssono de gol
ecoou em barulho, mostrando nosso orgulho!

Ontem, ontem, isso mesmo, lembrem-se e contem,
sentados na lembrança, irmanados num grito de fé,
que vimos as jogadas, em pé, do nosso rei Pelé. 

Ontem, ante-ontem, já é passado, já é tarde,
numa tarde, o sol arde, arquibancada explode,
com ele ninguém podia e com ele ninguém pode...

São só lembranças do que já se foi,
mas o que já se foi, será sempre o que se foi, pois é,
ele foi, ele é, ele ainda é, e, será sempre the best... 

Botucatu, 18/08/1970
Publicado no Recanto das Letras em 17/08/2013

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

VAGABUNDOS

  
 


Cada qual mais que outro vagabundo,
gosta-se muito de tudo que se abunda!
Somos vagabundos! Tu és vagabunda!
Somos todos proprietários do mundo!

Nota-se, que quando se abundam vagas,
o esperto bom vagabundo está em cima!
Com um certo bom papo se aproxima,
e até quem se abunda sonha e divaga!

Somos sádicos! Somos bomba atômica!
Boa praça, boa madeira, selva magnífica,
tão densa quanto Ohana, selva amazônica.

Em que afirmo e digo, ninguém alheio fica
ao nosso mastro e nossa bandeira tônica!
Ao que se abunda: nossa estrutura física!

Conchas, 14/01/1971
Publicado no Recanto das Letras em 14/08/2013