Mostrando postagens com marcador Poemas 1980. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poemas 1980. Mostrar todas as postagens
domingo, 17 de novembro de 2013
MEU SANGUE
Rua longa, sombria e mal iluminada!
A luz fraca e branca da lua prateada,
incidia nua de beleza! Era só tristeza!
Solto e absorto, eu caminhava sozinho
entre pensamentos pelo meu caminho!
A lua esparramava sua cor argentina!
A madrugada se deu e apareceu o sol!
Minha vida agora condiz com dia feliz!
Meu semblante prenuncia um arrebol!
Você é minha flor criança, flor menina!
Você me ilumina e enfeita meu jardim!
Eu estou em você e você está em mim!
Eu fiquei exangue, você foi meu sangue!
Virei igual bumerangue se me jogar fora!
Alegria voltou e a tristeza foi-se embora!
Botucatu, 08/08/1988
Publicado no Recanto das Letras em 17/11/2013
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
NAS ALTURAS


Estou nas alturas, na ternura do calor,
igual salto duplo, sentindo brisa suave
a passear pela testa, esfriando a face!
Minha flor, minha amada e meu amor!
Suas pétalas, cada qual mais alva e bela,
e, mais interessante! Mais e mais amante!
Vou saltar com você das nuvens! Avante!
Você traduz minha poesia e minha aquarela!
Botucatu, 03/04/1981
Foz do Iguaçu, 15/11/2013 - modificado
Publicado no Recanto das Letras em 15/11/2013
domingo, 2 de setembro de 2012
SINAL DO BOTO, PESCA DE TAINHA
SINAL DO BOTO APRENDIZ NA BARRA DO MOLHE EM LAGUNA-SC
Hoje vou pro mar,
talvez amanhã dê pra voltar!
O alto mar não está pra peixe!
Voltarei como de costume,
sempre um dia depois da partida!
Talvez eu não ache um cardume
de peixes logo em seguida!
Isso acontece! Por isso, nossa prece!
Mesmo que as condições meteorológicas,
não estejam perfeitas pra uma boa pescaria,
não faz mal, mas eu tenho que tentar,
pois tenho uma turma pra alimentar!
Se eu não tiver dessa maneira sucesso,
o melhor acesso para colher uma boa safra
de tainha com tarrafa,
é ir tentar na barra do molhe,
esperar o sinal do Boto Aprendiz,
colher um monte e ser feliz!
Laguna, 19/01/1981
Publicado no Recanto das Letras em 01/11/2013
sábado, 1 de setembro de 2012
MULHER DE QUATRO FASES

O meu grande desejo,
é dormir em seus braços,
acordar com seu beijo
e trocar abraços.
Gosto de você tanto,
mas meu convite
você sempre declina,
e no entanto,
você não raciocina
e você nem imagina
a dor do meu pranto!
Tenho minha crítica,
me sinto vítima!
Você é metamorfose!
Isto é uma lástima!
Só posso demonstrar
com lágrima!
Você foi embora,
minha vida chora!
Eu corro em busca
de alegria e de poesia!
No entanto, você continua
no paraíso do sonho da lua!
Quatro fases, na sua!
Uma hora você está nova,
insinuante na alcova, uma prova!
Outra hora você está minguante,
sufocante, estressante e irritante!
Uma hora se apresenta plena, cheia,
sangue na veia, uma teia, uma ceia!
Outra hora você está crescente,
diligente, reverente e excelente!
Espero encontrar você outra vez!
Tenho palidez! Carência em escassez!
Sem languidez, vivo a vida no talvez!
Talvez ela venha, na rapidez em nudez!
Ilha Solteira, 30/07/1982
Publicado no Recanto das Letras em 08/11/2013
PROTESTO
Não venha me por num pedestal,
não sou herói, nem anti, nem rei!
ainda não fiz nada de sensacional,
mas o que fiz bem, de novo farei!
Esta cadeira era de contumaz falaz,
Se eu for eleito, mostrarei, sou capaz!
No meu turno inteiro, na minha vez,
mostrarei que sou o cavalo do xadrez!
Estou ocupando sua derradeira vaga!
Você deixará espaço pra competência,
já que fez caca! Praga fez, aqui se paga!
Não voltará nem com voto de cabresto!
O não letrado também tem consciência!
Político desonesto, indigesto, eu protesto!
Botucatu, 05/09/1981
Publicado no Recanto das Letras em 06/11/2013
MENINA de TRANÇA
Ah! Seus pés pequenos e delicados
que seguem os passos meus!
Por Deus! Graças a Deus!
Ah! Seus braços, estão à procura
de abraços e caem nos braços meus!
Pelo amor do Grande Deus!
Ah! Minha estrela, seus joelhos
se dobram sempre para oração!
Através da genuflexão!
Ah! Suas pernas são perfeitas e feitas
unicamente para enfeitar a dança!
Menina linda! Menina de trança!
Ah! Seu corpo perfeito é pura arte
e no musical é protagonista e baluarte!
Minha bela porta estandarte!
Ah! Você é perfeita, linda, cor de jambo,
você é um luxo e eu poeta mulambo!
Sou mestre sala e por você, eu sambo!
Ilha Solteira, 30/09/1982
Publicado no Recanto das Letras em 07/11/2013
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
SOU SÓ DELA
Sou só dela, então eu sambo,
junto com minha morena,
pequena, linda, cor de jambo.
Distribuindo classe,
vamos mostrando nossa dança
a quem quer que passe,
para que, assim, todos
vejam a gente sambando.
No samba, eu e ela,
sou bamba, sou só dela,
vivo sambando pra ela,
vivo amando, sou assim,
e, ela só gosta só de mim.
O samba e o seu amor,
pra mim, não tem mais fim!
Ilha Solteira, 30/04/1983
Publicado no Recanto das Letras em 07/11/2013
PRECE
Quero cantar, em meus poemas, agora,
e, em meus textos, como quem chora,
por causa da distância que nos separa,
desde que você decidiu que ia embora!
Eu vou contar e cantar em meus versos,
tão diversos, que a parte que me coube,
até diminuía a distância que nos separa,
mas aí, aumentava a saudade ao inverso!
A parte que me coube eu sempre fiz!
Retribuir você não soube, nem quis!
Ah! Quanto me faz sofrer seu adeus,
ao ausentar-se junto aos passos meus!
Ah! Se por ventura chorar eu soubesse,
e me derramar em prantos uma prece,
aprenderia então, abraçar sua ausência
e sofreria menos em minha existência!
Ilha Solteira, 20/03/1983
Publicado no Recanto das Letras em 10/11/2013
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
MÁSCARA ESCURA
Através da máscara escura,
vi seus olhos de cristal.
Em meus olhos uma aventura,
parece noite de carnaval.
Minha pequena,
companheira de dança.
Minha morena,
noite inteira, não se cansa.
Linda morena,
ainda tenho esperança.
Você foi embora,
deixou sua máscara de lembrança.
Você foi embora,
junto com o carnaval.
Através da máscara escura,
seus olhos de cristal.
Em meus olhos uma desventura,
de uma noite de carnaval.
Você foi embora,
junto com o carnaval.
Ficou apenas sua máscara escura,
símbolo de ternura,
hoje estou à procura,
de você.
Ah, minha pequena,
companheira de dança!
Ah, minha morena,
meu olhar não se cansa
de morar na lembrança
de sua máscara escura.
Linda morena,
ainda tenho esperança
de que no carnaval vindouro
vou encontrar você, meu tesouro!
Botucatu, 04/06/1981
Publicado no Recanto das Letras em 27/11/2013
CÍRCULO VICIOSO
Poço de porcaria após ditadura!
Governo, desgoverno com poeira!
Homens inúteis na sujeira rotineira!
Candura na cultura, é cultural tortura!
Após aquela gestão, saí pra proeza!
Esperançoso, a próxima será melhor!
Oposição da oposição sabe de cor,
com lógica destreza, que é esperteza!
Fui ingênuo, voei tão menino,
fui sem rumo e sem destino!
Deixei pra trás os problemas?
Deixei tristeza e os teoremas?
Teorema tem que ser provado!
Presunção dá poder e condição
para que a tese tenha solução!
Solver, sempre sonho realizado!
Apostei na ave, apostei no tucano!
Perdi as fichas, apostei no vermelho!
No jogo do voto entrei pelo cano!
Capital do esterqueiro, escaravelho!
Rodando sobre o passo já rodado,
ficou o círculo vicioso acentuado!
Se você limpa sujando, o limpo some!
Cabeça começa pelo rabo, se consome!
Botucatu, 03/05/1981
Foz do Iguaçu, 20/10/2013 - Corrigido e Modificado
Publicado no Recanto das Letras em 19/11/2013
MINA DE RIMA É OURO, É TESOURO
MINA DE RIMA É OURO, É TESOURO
A lua sai detrás das nuvens, rápida, se descortina,
igual ave de rapina, ilumina o vale e a campina!
Luz de lamparina, noite de rotina, mesma disciplina,
mesma doutrina e eu com a mesma sina,
ainda à procura de uma rima!
Lua cheia, é madrugada, luz argentina,
o dia quase se aproxima, fôlego termina,
e minha canção sem poesia se alucina!
O cansaço pesa na cabeça por cima,
ainda à procura de uma rima!
É ouro, é tesouro, é mina de rima!
Ilha Solteira, 27/07/1982
Publicado no Recanto das Letras em 13/11/2013
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
SAMBISTA
MEU MUNDO, MEU BARRACÃO
MEU MUNDO, MEU BARRACÃO
Meu mundo, meu barracão,
meu todo Rio de Janeiro
moram no fundo do meu coração!
Amor todo primeiro,
com certeza, aqui dentro mora.
A alegria mora toda dentro de mim,
e da minha moradia!
A tristeza, mora lá fora,
mora longe daqui,
só a alegria fica aqui!
Dentro do meu barracão
tem mais samba,
mas dentro do meu coração
também tem!
Rio tem mais beleza,
a terra mais bela da natureza!
Rio tem mais Rio, mais gingado
e da minha janela se vê o Corcovado,
com toda exuberância!
Aqui se vê mais amor,
se vê o Cristo Redentor
com os braços abertos,
apontando os passos certos!
Quem quiser beleza,
aqui há de ver! Certeza!
Sou sambista! pode crer!
Sou daqui e vou ficar aqui, até morrer!
Foi quando eu escrevi.
Fui trabalhar na Subestação da CESP em Queluz em 1983.
Queluz é um município no leste do estado de São Paulo, na microrregião de Guaratinguetá. A população estimada em 2003 era de 9544 habitantes e a área é de 249 km², o que resulta numa densidade demográfica de 38,33 hab/km².
Em Queluz localizam-se parcialmente a Pedra da Mina, ponto culminante do estado (2798 m), no ponto de encontro das divisas do município com Lavrinhas (SP) e Passa Quatro (MG), e o Pico dos Três Estados (2665 m), que marca o ponto de encontro das divisas estaduais do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.
Queluz, 20/01/1983
Publicado no www.delynerso.blogspot.com em 27/08/2012
Publicado no Recanto das Letras em 07/12/2013
domingo, 26 de agosto de 2012
SOU DE UM TEMPO

Meu barracão, sem proteção,
velho e sujo pelo tempo,
sem cerca, sem pintura,
sem biblioteca, sem cultura,
vive nesse momento,
a iminência de desmoronar-se!
Minha única cadeira, sem encosto,
toco de madeira, de mau gosto,
é onde descanso! Meu remanso!
Estou só, sem companheira,
estou velho, estou lento,
sou de um tempo,
que até o vento não me ajudou,
já derrubou meu barracão
e agora durmo na calçada!
Acordo e me vejo sem nada,
sem alegria e sem morada,
estou preso, sem alento,
sou de um tempo,
que até o intento não me ajudou,
dilacerou meu coração
e agora sumo na madrugada!
Me acabo no fumo e na marvada!
Estou no fim, tudo tem um fim!
Botucatu, 09/09/1985
Publicado no Recanto das Letras em 30/11/2013
sábado, 25 de agosto de 2012
PROMESSA - RL
Promessa está pra voltar,
fazer uma nova aventura!
Promete achar terra pura,
pra nós podermos cantar!
Promessa está mais capaz,
vai fazer uma nova viagem!
Promete achar terra de paz,
vai nos dar mais coragem!
Promessa está aí de novo,
está falante no mundo inteiro!
Está na voz de todo o povo,
esperando o momento certeiro!
Promessa é sempre só promessa,
o povo está perdendo a esperança!
O povo não cairá mais nessa,
no escrutínio mostrará vingança!
Botucatu, 08/08/1988 - Original
Foz do Iguaçu, 14/01/2014
Publicado no www.delynerso.blogspot.com em 25/08/2012
Publicado no Recanto das Letras em 14/01/2014
http://www.recantodasletras.com.br/autores/nelmite
http://www.delynerso.blogspot.com
TOMBO
Colombo numa corrida,
levou um tombo!
Ganhou uma ferida!
Colombo numa partida,
levou um tombo!
Ganhou despedida!
Colombo não forte,
só levou tombo!
Só viu morte!
Colombo sem norte,
só levou tombo!
Que triste sorte!
Colombo sem terra,
só levou tombo!
Foi pra guerra!
Colombo dos cais,
só levou tombo!
Nunca viu paz!
Colombo, só levou tombo
na vida! Vida pequena!
Puxa vida! Que pena!
Uma vida sem paz,
levou o último tombo,
caiu na tumba, aqui jaz!
Epitáfio na campa:
Saudade de Colombo!
Descrição que estampa!
Botucatu, 17/07/1985
Publicado no Recanto das Letras em 29/11/2013
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
FANTASIA


SÓ PRO CARNAVAL
É um sentimento natural,
num momento, vou de imediato,
vou correndo, vou de fato,
só pro carnaval.
Roda sensacional,
vou fantasiado de artista,
pra ficar feliz na pista
da mulata do carnaval.
Sou prejudicado, sou singular,
sou sujeito, sou plural,
não mexa comigo, eu distrato,
qualquer nó eu desato...
Só vou pro carnaval.
É liberdade condicional...
É só pro carnaval...
Depois volta tudo ao normal...
Prisão serviçal, temporal,
racional, infernal e habitual!
Continuidade: ganha-se mal!
Troca-se fantasia por avental
ou uniforme! Sabe, se conforme!
Um usa terno, outro usa farda,
um do outro, uma distância enorme!
Botucatu, 06/06/1985
Publicado no Recanto das Letras em 29/11/2013
O VIVER NÃO ESPERA
Vento ventania (correria)!
Já é claro, já é dia!
Corro pela avenida,
que é desprovida
de sonho e de fantasia!
Avenida descolorida,
vida dolorida,
ainda sou mais eu,
tenho ainda vida,
pois a dor se rendeu!
Tal qual menino,
sigo meu destino,
corro, é minha vez!
A rua está nua
e com languidez!
Quando se perde a dor
(é da vida um direito)
ganha-se tanto vigor,
que não cabe direito
no peito, tanto é o ardor!
Ganhei a alegria,
rasguei a fantasia!
Troquei a quimera
da noite pro dia!
O viver não espera!
Botucatu, 05/05/1985
Publicado no Recanto das Letras em 22/06/2013
sábado, 18 de agosto de 2012
MINHA CAVERNA
Minha verdade é dinâmica, minha vida é orgânica!
Ninguém me deforma, a contestação cria a reforma!
Vou pegar meu instrumento, meu violão e meu lamento,
e vou cantar em outro lugar! Assim consigo me consertar!
Aqui ou lá, não consegui reformar, pois o povo é impassível ,
sendo que a maioria é corruptível! O povo é tolo e pacífico!
Vou parar em meu breve tempo, enquanto ainda é tempo!
Hoje, como professor, ensino contestação como passatempo!
Hoje sou o que sou, minha vida eu construo, não destruo!
Na verdade, na ânsia não obedeço controle nem à distância!
Nunca bati continência, meu andar é comum e sem cadência!
O poder não pode mais contar comigo, estou em abstinência!
Hoje vivo só em meu abrigo, hoje vivo só, em minha caverna!
Lá fora, só se vive em perigo! Aqui, cultura é lenta e hiberna!
Marco meu rumo para o agora, com a capacidade de sonhar!
Com a liberdade de outrora, que tivera de viver e de cantar !
Ilha Solteira, 05/11/1981
Publicado no Recanto das Letras em 23/06/2013
sábado, 11 de agosto de 2012
SEM EDUCAÇÃO!
CHEFIA, NUNCA MUDA! SEM EDUCAÇÃO!
Preste atenção!
Veja se não tenho razão,
estava sem tostão!
Aqui e ali, vivia-se no chão!
Faz tempo, arrumei um emprego,
perdi o sossego!
Andava cabisbaixo,
baixo, sempre por baixo!
O chefe lá em cima, se encima
por cima dos ombros dos subalternos,
que não usam ternos,
usam macacões de uniforme!
Entorne, não se conforme,
pois quem está por baixo,
é difícil chegar lá em cima!
O chefe quase sempre relapso
fica sempre no estado de relaxo,
pois foi indicado através de política,
politicamente incorreta! Estou na reta!
Quero destituir meu chefe,
um porcaria, um mequetrefe!
Quero destituir meu superior
que com ar de superior é um horror!
Seu diploma de grau superior
foi conseguido com média cinco!
Nunca teve perseverança e afinco!
Em todos os sentidos, neste país,
falta educação até na educação!
Não tem mistério, é bem sério,
falta educação no ministério
da educação! Falta chefia,
em ninguém se confia!
Botucatu, 08/10/1982 (Escrito)
Foz do Iguaçu, 10/08/2012 (Continua atual)
Publicado no Recanto das Letras em 03/09/2013
STATUS: A MAIORIA
sem tostão de prata ou cobre,
e a vida é coisa triste e séria,
é boa e vou levando na miséria!
Banco às vezes o bom moço
pra ver se consigo o almoço!
Banco às vezes o santo, santo,
pra orar e ver se, junto, eu janto!
Sou apenas mais um no terreiro
sem money, argent ou dinheiro,
em papel ou moeda de metal,
de vil metal, pro bem ou pro mal!
Rico vive sentado e eu vivo em pé!
Rico anda de carro e eu ando a pé!
Sou consumidor das Casas Bahia,
sou mais um sem as contas em dia!
É uma poesia de patriótico por inteiro!
Não pergunte, o que você faz pelo país,
ao malufo, ao sarneynto ou ao calheiros,
pois só o roubo faz o canalha ficar feliz!
Botucatu, 14/06/1984
Publicado no Recanto das Letras em 10/08/2013
Assinar:
Postagens (Atom)








































