terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

RITTIERY, O FISIOTERAPEUTA

   

    

Rittiery, não erre, é assim entre tantos!
Nasceu filho de peixe, torcia pro Santos!
Menino, moleque, guri, piá,garoto doido!
Na eletrônica, seu símbolo seria o diodo,
porque impediria no sentido contrário,
a circulação da corrente sem interesse!
A sua formação, cuidaria do estresse!
Em Piracicaba, lembro da apresentação,
com propriedade, de karatê em ação!
Com quatorze anos dirigia CB Honda,
e ensinava primos, sem banca ou onda
a pilotar motocicleta e a dirigir carro!
Pensava-se, sem dúvida e fora de sarro,
esse garoto, não vai dar um bom sabão!
Ele não tem juízo, nem razão! Com razão!
Seu currículo, caberia além de tresloucado,
alheado, alienado, encantado, exaltado,
furioso, temerário, maluco, extravagante,
simpático, amigo, gentil, sempre elegante,
às vezes imprudente, mas sempre contente,
artista e como ninguém é perfeito: Santista!
Na década de 90 visitamos sua família...
Foi na chácara, perto do Ipê, em Ilha.
Ilha Solteira, vizinha de Santa Fé do Sul,
onde Rittiery estudava sem ser êxul...
Comportava-se como verdadeiro Cônsul!
Trajava-se com rigor e requinte de taful...
Ricardo, seu primo, visitou a faculdade
de fisioterapia e com muita facilidade
se entusiasmou, e, segui-lo ficou na mente!
Rittiery e todos nós ficamos contente,
pois percebeu-se que plantou-se a semente!
Arrebatado pela profissão, ele era entusiasta
e tanto que até hoje, a sua ideia arrasta 
seguidores de fisio, formando uma vasta casta!
Cada um da família que se forma em fisioterapia,
tem um pedaço da história que num triste dia,
por razões que se desconhece, se interromperia!
Episódio, incidente, acontecimento fortuito,
lamentável, desastre, infeliz, fatal e gratuito,
interrompeu uma vontade, um sonho e desejo
de um menino, garoto sonhador cujo ensejo,
anelo, anseio, avidez, cobiça, sede e ambição,
era formar-se com os primos na mesma profissão!

Foz do Iguaçu, 28/02/2012
Obs.:. (êxul: exilado) e (taful: se veste bem, com rigor e requinte).
Publicado no Recanto das Letras em 21/08/2013


Ricardo
Curso de transporte aeromédico IESSP, aula prática de ventilação mecânica.






Gustavo
video


Vivian, prima do Ricardo e Gustavo está fazendo Doutorado em Fisioterapia na USP.


Bianca, prima do Ricardo e Gustavo está fazendo 
estágio num Hospital de Cascavel-PR.

Carol, esposa do Ricardo também é fisioterapeuta de Hospitais em São Caetano do Sul-SP.

Encontro de Bianca e Carol, duas Fisioterapeutas.



Encontro de Vivian e Bianca, duas Fisioterapeutas.


Colação de grau de Fisioterapia da Faculdade Anglo-Americano, em 20/03/2012 em Foz do Iguaçu da Bianca Aline Teixeira.


domingo, 26 de fevereiro de 2012

NEXO,PLEXO


    
  
  

  


Você ainda dorme!
O silêncio some!
Estou com fome!
Em todos sentidos!

Subo todo sorriso,
até meu amor,
levando pé ante pé,
uma bandeja de café!

Café na cama,
pra quem se ama
é chama, inflama!
Amor em telegrama!

Palavras curtas, saudações, Pt!
Fim do horário de verão,
verão, mas não verão
eu mais você sob o edredom!

Vínculo, move-se todo plexo,
inicia-se o sexo! Elo, nexo! 
Côncavo e convexo!
Só reflexo! Sem complexo!

Foz do Iguaçu, 26/02/2012
Publicado no Recanto das Letras em 17/08/2013


Comentário

2012, ano bissexto!
Acabou o horário de verão!
Ruim, pra dia de plantão!
192, hoje não!
Acabou hoje!
Amar uma hora a mais!
Ano bissexto!
Sexo, um dia a mais!
Sexo com nexo,
entrelaçando o plexo!
Alcova, filme anexo!
No sexo, me desconheço,
me desconexo!
Eu me conheço! Neço!

Nelmite, o Nerso!

Dely me conhece d'outro carnaval!
Diz que desconhece comentário acima,
ainda por cima, diz que minto muito mal!
Brincadeirinha! O amor sublima! Bom clima!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

HERANÇA

    

      




Ao retratar a índole,
ao mostrar as lágrimas,
de nada vale, sem força física, 
ir contra as máquinas,
do governo sem governo!

Operário de salário mínimo,
tem em casa um povo esquelético!
Com fome de saber, fica cadavérico,
com suor pelos poros, pelo máximo,
ao extremo.

Sou escravo, sou cativo
subalterno do chefe altivo...
Na gramática, existe o passivo...
Na ginástica mostra-se o motivo,
do porquê em vão eu vivo!

Planto os produtos,
outros colhem os frutos,
é uma luta sem término,
sem direção, sem trilho,
é de pai para filho!

Entra governo, sai governo...
Entra governo, é reconduzido...
Continua o inferno, o inverno...

O governo é indutor, o povo induzido,
é um motor moto-descontínuo
que nada gira, tem relutância!

O povo tem confiança, tem ânsia
de pelo menos uma vez ser rês
do que ser sempre um novilho
que se perde sem brilho, maltrapilho,
trocadilho, isso é de pai pra filho...

Desde o reinado, herança sem empecilho,
uma confusão, uma encrenca, um sarilho
que do ascendente mais antigo até meu filho,
corrobora que é de pai pra filho do filho!


Ilha Solteira, 1984
Foz do Iguaçu, 2012
Anos bissextos...
Publicado no Recanto das Letras em 20/08/2013

IDIOTA EM IDIOSSINCRASIA

   

Vá adiante, amante, sem diamante,
inconstante, distante, sem brilhante,
sem joia, sem tipoia, sem boia, troia,
jiboia, tramoia, lambisgoia, pinoia,
paranoia, sem adorno e sem retorno!

Não são apelidos! São adjetivos!
Cada alcunha é cunha do objetivo!
Não adianta! A sacripanta, canta,
espanta, se encanta, se imanta,
levanta, planta com ar de santa!

Aí, apronta! Fica tonta! Desconta,
desponta, afronta, desaponta,
confronta, remonta e desmonta!

Vá, trinca! Brinca, xinga, se vinga,
pinga, mandinga, zinga, ginga,
moringa, se zanga e se tranca!

Não é nada disso? Ela é tudo isso!
Ela é lula, gula, mula, dissimula,
especula, formula e rotula!

É sua mania, é seu dia a dia,
é sua idiossincrasia....Idiocrasia!
Ela não é só! Idiossinferia!
Valha meu...! Longe dela! Credo!

Foz do Iguaçu, 25/02/2011
Publicado no Recanto das Letras em 14/08/2013

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

PELÉ

 

    

Contem, contem mesmo, que ontem,
sentávamos no cimento pobre da arquibancada,
enquanto o rico, se bancava, sentado na numerada!

Tanto da geral, como da numerada, ambos pagantes
vimos num raro momento, uma jogada triunfante,
um drible, um chute que terminou num gol do Pelé!

Nesse dado instante, nada mais, nada menos,
um murro no ar! Grito em uníssono de gol
ecoou em barulho, mostrando nosso orgulho!

Ontem, ontem, isso mesmo, lembrem-se e contem,
sentados na lembrança, irmanados num grito de fé,
que vimos as jogadas, em pé, do nosso rei Pelé. 

Ontem, ante-ontem, já é passado, já é tarde,
numa tarde, o sol arde, arquibancada explode,
com ele ninguém podia e com ele ninguém pode...

São só lembranças do que já se foi,
mas o que já se foi, será sempre o que se foi, pois é,
ele foi, ele é, ele ainda é, e, será sempre the best... 

Botucatu, 18/08/1970
Publicado no Recanto das Letras em 17/08/2013

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

IMIGRANTES

 

 


Dos pais, quantas gerações ascendentes
já pisaram a Terra? A vida é passageira!
Quantos abraços ternos, beijos e saudade
ficaram na lembrança? Morte, maldade!

No mais, quantas gerações descendentes
passaram pela guerra? Morte, forasteira!
Quantos traços, desejos e ansiedade
ficaram de herança? Vida, frugalidade!

Os melhores valores, DNA de primeira,
características emolduradas na raridade!
Vida curta, curta a vida! Morte é certeira!

Honestidade, fé, amizade e a bondade
são estampas de genética sem fronteira!
Da Europa pra Torrinha...Vida, felicidade!

Torrinha, 09/12/2011
Publicado no Recanto das Letras em 16/08/2013


VAGABUNDOS

  
 


Cada qual mais que outro vagabundo,
gosta-se muito de tudo que se abunda!
Somos vagabundos! Tu és vagabunda!
Somos todos proprietários do mundo!

Nota-se, que quando se abundam vagas,
o esperto bom vagabundo está em cima!
Com um certo bom papo se aproxima,
e até quem se abunda sonha e divaga!

Somos sádicos! Somos bomba atômica!
Boa praça, boa madeira, selva magnífica,
tão densa quanto Ohana, selva amazônica.

Em que afirmo e digo, ninguém alheio fica
ao nosso mastro e nossa bandeira tônica!
Ao que se abunda: nossa estrutura física!

Conchas, 14/01/1971
Publicado no Recanto das Letras em 14/08/2013

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

VOU SAIR DESSA






Estou de baixo astral,
a coisa está ruim...
E isso não vai ficar assim...
Vou sair com muita bossa
e vou colocar um fim
nessa fossa...
Ah, se vou!

Pois hoje é carnaval,
vou acabar com este mal,
vou matar a tristeza...
Ela é a razão que se lança
e eu vou ser a vingança,
o eu malvadeza...
Ah, se vou!

E eu tenho a certeza
que ela vai tentar
se agarrar em mim
como numa tábua de salvação...
Ah, se vai!

Mas isso não vai ficar assim,
não vou dar a mão
e vou rir no fim,
tocando forte meu violão...
Ah, se vou!

Votuporanga, 03/06/1971
Publicado no Recanto das Letras em 13/08/2013

domingo, 12 de fevereiro de 2012

CAVALEIROS DO APOCALIPSE


 





Mundo, mundo, mundo, mundo!
Corri até ao fim do mundo,
de repente na minha frente:
Guerra, Fome, Peste e Morte!
Ah! Que falta de sorte!
Criei coragem, tive vertigens!
Voltei em viagem, voltei às origens!
Entre mim e o Bem, eclipse!
Tive companhia em órbita elipse
dos 4 cavaleiros do apocalipse!
A morte dizendo que trazia a paz!
A fome se alastrou mais e mais!
A peste sorriu em prato cheio!
A guerra, a terceira, ainda não veio!
Ainda! Penso às vezes, bem-vinda!?
Ah! Cheguei ao fim do mundo!!!!!!

Conchas, 03/03/1971
Publicado no Recanto das Letras em 12/08/2013